Conselho de Defesa Animal de Araraquara pede que igreja não solte rojões na Festa da Padroeira

São Paulo

Padre e organização da festa de Nossa Senhora Aparecida ainda irão decidir sobre o pedido. Conselho de Defesa Animal pede que paróquia não solte rojões no feriado em Araraquara
O Conselho Municipal de Defesa Animal de Araraquara (SP) enviou um ofício à paróquia de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Xavier, pedindo ao padre que não solte fogos na comemoração em homenagem à padroeira, nesta sexta-feira (12).
Segundo a representante do conselho, Carolina Galvão, os cães sofrem com o barulho provocado pelos rojões. O Conselho solicitou também o cancelamento 15ª Cavalgada da Fé, afirmando que os cavalos são submetidos a sofrimento e maus-tratos.
Post do Municipal de Defesa Animal de Araraquara pedindo fim da queima de fogos e cavalgada no dia da padroeira Nossa Senhora Aparecida
Reprodução Facebook
Audição aguçada
A veterinária Cristiane Calixto explica que os rojões incomodam cães a gatos porque eles têm a audição muito aguçada. O incômodo pode levar a um estresse intenso que pode causar problemas neurológicos e cardíacos.
“Eles ouvem até quatro vezes mais que os humanos, o ruído dos fogos acaba sendo assustador e perturbador para eles”, afirmou.
A veterinária Cristiane Calixto explica que os rojões incomodam cães a gatos porque eles têm a audição muito aguçada
Marlon Tavoni/EPTV
Entre as dicas para acalmar o animal nestes momentos estão mantê-lo em ambiente fechado com portas e janelas fechadas para reduzir o barulho e evitar uma fuga, colocar algodão nas orelhas e envolver o corpo em uma faixa ou tiro de pano.
“Isso vai deixá-lo mais tranquilo, não curá-lo do medo, mas ele vai se sentir um pouco mais protegido”, explicou Cristiane.
Igreja Nossa Senhora Aparecida em Araraquara
Marlon Tavoni/EPTV
Reunião
De acordo com a secretária da paróquia, o padre e a organização da festa irão se reunir para decidir se haverá queima de fogos. Segundo a paróquia, os rojões são usados no final da missa com a chegada da procissão. Não há mais queima de fogos na alvorada.
O organizador da cavalgada, Fernando Biancardi, esclareceu não ocorre queima de fogos e nem maus-tratos aos animais durante o ato. Disse ainda que se trata de um evento tradicional e beneficente que ajuda três entidades: o Fundo Social de Solidariedade, a Associação dos Cavalheiros e a Campanha da Família.
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