Papa ordena ‘estudo aprofundado’ dos documentos do Vaticano no caso McCarrick

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O cardeal dos EUA Theodore McCarrick renunciou à sua posição na liderança da Igreja depois de uma análise concluir que as alegações de que ele havia abusado sexualmente de um menino de 16 anos eram confiáveis. O ex-arcebispo de Washington, Theodore McCarrick, renunciou após acusações de que abusou de um menor nos anos 1970
Robert Franklin/South Bend Tribune via AP, Pool, File
O papa Francisco ordenou um “estudo minucioso” de todos os documentos nos escritórios do Vaticano sobre o ex-cardeal dos EUA Theodore McCarrick, na primeira resposta da Santa Sé às acusações levantadas contra o pontífice no caso.
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Em um documento divulgado em agosto, Carlo Maria Vigano, ex-embaixador do Vaticano nos Estados Unidos, disse que o papa sabia há anos sobre má conduta sexual de McCarrick com seminaristas adultos, mas não fez nada a respeito.
McCarrick, em julho, tornou-se o primeiro cardeal vivo a renunciar à sua posição na liderança da Igreja depois que uma análise concluiu que as alegações de que ele havia abusado sexualmente de um menino de 16 anos eram confiáveis.
Em um comunicado divulgado neste sábado (6), o Vaticano disse que a investigação de McCarrick pode revelar “que foram tomadas opções que não seriam coerentes com uma abordagem contemporânea de tais questões”.
Em seu comunicado de agosto, Vigano acusou uma longa lista de autoridades atuais e do passado do Vaticano e da Igreja dos EUA de encobrir o caso McCarrick. Ele também pediu ao papa que renuncie.
McCarrick, de 88 anos, disse não ter lembranças do suposto abuso do menor, mas não comentou relatos divulgados pela imprensa de que forçaria homens adultos a estudarem para o sacerdócio a dormir com ele em uma casa de praia em Nova Jersey.
“Não é mais aceitável” que os bispos que cometeram ou encobriram o abuso sejam tratados de maneira diferente dos padres, acrescentou o Vaticano.