Santander reduz de 2% para 1,5% projeção para o crescimento do PIB deste ano

Economia

Dos três grandes privados do país, o Santander é o último a levar a projeção de crescimento para um patamar mais baixo neste ano. O banco Santander reduziu nesta quarta-feira (11) a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deste ano de 2% para 1,5%. A revisão tem com base os sinais de fraqueza da economia diante do nível de baixa de confiança de consumidores e empresários depois da paralisação dos caminhoneiros em maio.
No final de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre, indicando uma recuperação ainda lenta da economia.
Variação do PIB trimestral brasileiro
Karina Almeida/Arte G1
“A paralisação do setor de transporte impactou a confiança seja do consumidor e do empresário, o que leva a uma postergação da decisão de consumo e investimento”, afirma a economia do banco Santander Tatiana Pinheiro. “Os dados do final do segundo trimestre e agora do início do terceiro trimestre indicam que este efeito está sendo um pouco mais forte do que imaginávamos.”
Dos três grandes privados do país, o Santander é o último a levar a projeção de crescimento para um patamar mais baixo neste ano. O Itaú estima avanço da economia de apenas 1,3%, e o Bradesco trabalha com alta de 1,1%.
Para 2019, o Santander manteve a projeção de alta do PIB em 3,2%. No cenário do banco, passada a eleição presidencial, a discussão vai se voltar para as medidas de ajuste fiscal, o que deve ajudar a manter um crescimento mais robusto no fim do ano que vem.
“Em novembro e dezembro, a discussão deve ser completamente outra. Vais ser olhando para a agenda de ajuste fiscal do ano que vem e a perspectiva vai ser positiva”, diz Tatiana.