Suspeito de ataque em parlamento britânico é acusado de tentativa de assassinato

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Polícia fez acusação formal a Salih Khater, 29 anos, de origem sudanesa, quatro dias após atropelamento de ciclistas e policiais; caso é tratado como terrorismo. Ele vai a tribunal na segunda-feira (20). Imagem tirada de vídeo do UK Newsflare, serviços de emergência atendem pessoas feridas após serem atingidas nesta terça-feira (14) por carro perto do Parlamento britânico, em Londres
UK Newsflare via AP
O homem suspeito de ter cometido na terça-feira (14) um atentado com um veículo que deixou três feridos em frente ao parlamento britânico em Londres foi acusado neste sábado (18) de tentativa de assassinato, anunciou a polícia.
Salih Khater, de 29 anos, um homem de origem sudanesa residente em Birmingham suspeito de ter atropelado ciclistas e policiais com seu veículo em frente ao parlamento britânico, comparecerá nesta segunda-feira ao tribunal de Westminster, em Londres, informou a polícia.
Polícia britânica identifica homem que atropelou pessoas em Londres
“Esta acusação chega após um incidente durante o qual Khater dirigiu seu veículo contra um grupo de pedestres parados no exterior do parlamento”, informou a polícia de Londres em comunicado.
“Devido à metodologia empregada, ao lugar escolhido e à suposta escolha de atacar a civis e policiais, a polícia trata este caso como terrorismo”, afirmou.
Carro atinge barreira na frente do Parlamento Britânico
Karina Almeida/ G1
Segundo a BBC, Salih Khater chegou em 2010 como refugiado ao Reino Unido, após ter residido na Líbia. Ele estudou em Birmingham e obteve a nacionalidade britânica. Também teria obtido uma permissão da Autoridade da Indústria de Segurança (SIA) e trabalhado como guarda de segurança em Nottingham (centro).
Este ataque apresenta muitas similitudes com o perpetrado em março de 2017 por Khalid Masood, um britânico convertido ao islã, que deixou cinco mortos e dezenas de feridos.
Khalid Masood atropelou pedestres com seu veículo antes de matar um policial a facada em frente ao parlamento, em um atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.