Após série negativa, indústria na região de Campinas volta a gerar empregos e alcança 2º melhor resultado do ano, diz Ciesp

Economia

Empresas registraram saldo positivo de 1,1 mil postos de trabalho em julho. Resultado reflete cenário em quatro áreas, diz levantamento; veja evolução mensal. Sede do Ciesp no bairro Bonfim, em Campinas
Luciano Calafiori/G1
Após registrar cortes de 1,7 mil vagas de emprego em dois meses, a indústria na região de Campinas (SP) encerrou julho com a recuperação de 1,1 mil oportunidades, segundo o Centro das Indústrias do estado de São Paulo (Ciesp). O saldo acumulado desde janeiro é de 2,5 mil postos.
O levantamento indica que o resultado foi influenciado por resultados positivos nas áreas de produtos alimentícios (2,3%), produtos de borracha e de material plástico (2%), máquinas e equipamentos (1,1%), além de produtos minerais não-metálicos (1,6%).
O resultado é o segundo melhor do ano – superado apenas em janeiro, quando foram abertos 1.550 postos de trabalho.
Ao todo, são considerados na pesquisa os dados de quase 500 empresas associadas em Águas de Lindóia (SP), Amparo (SP), Artur Nogueira (SP), Conchal (SP), Estiva Gerbi (SP), Holambra (SP), Hortolândia (SP), Itapira (SP), Jaguariúna (SP), Lindóia (SP), Mogi Guaçu (SP), Mogi Mirim (SP), Paulínia (SP), Pedreira (SP), Santo Antônio de Posse (SP), Serra Negra (SP), Sumaré (SP) e Valinhos (SP).
Reequilíbrio
O economista Eli Borochovicius avalia que o resultado positivo de julho indica reação da economia do país.
“É um crescimento lento, mas ela tem dado sinais em um processo moroso. O Brasil é grande, leva um certo tempo para reagir”, explica.
De acordo com ele, a tendência é de que haja um equilíbrio entre contratações e desligamentos até o fim deste ano e as eleições podem influenciar.
“Saímos de uma crise forte, e agora estamos entrando num ritmo de crescimento não acelerado […] Estamos ouvindo as propostas de cada candidato, e cabe ao brasileiro decidir a melhor”, explicou.
Série negativa
A indústria da região de Campinas fechou 250 vagas no mês de maio e, à época, o número foi associado pelo Ciesp ao resultado da crise cambial gerada pela desvalorização do real, fuga de capitais do Brasil após aumento de juros nos Estados Unidos e a não votação de reformas estruturais pelo Congresso Nacional, entre elas, a Reforma da Previdência.
Em junho, contudo, houve o pior desempenho do setor e 1.450 demissões foram contabilizadas, de acordo com a pesquisa. A greve nacional dos caminhoneiros no mês anterior e indefinições no cenário político foram apontados como alguns dos fatores que provocaram reflexos no indicador.
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