ONG trabalha para animais ganharem a liberdade no RJ

São Paulo

Vítimas do comércio ilegal são encaminhadas para o grupo para serem reintroduzidas à natureza. Gambá é devolvido à natureza
Márcio de Campos/ TG
Determinação e amor aos animais movem o trabalho desenvolvido pela ONG Instituto Vida Livre, no Rio de Janeiro. O grupo mantém, na Zona Oeste do município, a primeira área de soltura autorizada pelo IBAMA na cidade e trabalha para conseguir um espaço próprio e mais estruturado. Até o momento, mais de quatro mil animais silvestres já foram reintroduzidos na natureza ali.
Aves e mamíferos apreendidos durante ações de combate ao tráfico chegam em gaiolas apertadas, muito debilitados e, aos poucos, são reintroduzidos à vida natural. A equipe do Terra da Gente foi até lá para conferir de perto como é esse trabalho.
Formada por voluntários, a equipe também tem o apoio de gente conhecida no meio artístico, como o cantor Ney Matogrosso e o ator Bruno Gagliasso. São pessoas que têm capacidade de formação de opinião e isso é importante para a causa.
Aves e mamíferos são reintroduzidos à natureza
Márcio de Campos/ TG
Mas, além de nomes famosos, muita gente anônima também tem um papel fundamental. Com mais simpatizantes, o sonho de um local melhor equipado fica mais próximo. “A liberdade de um pássaro ou de uma pessoa tem o mesmo impacto. Quando defendemos a liberdade como valor, geramos uma coisa positiva na sociedade, que é essa ideia de independência, onde todos podemos estar onde queremos e merecemos viver”, afirma Rochede Seba, integrante bem ativo da ONG, que é formado em Comunicação.
No viveiro, ele costuma fazer o que mais gosta: quebrar gaiolas. Em um momento especial, é possível ver os pássaros percebendo o espaço que têm a partir daquele momento, aprendendo a buscar o alimento e ganhando confiança para voltar ao seu habitat. Muitos precisam exercitar a musculatura de voo, que geralmente fica comprometida pelo tempo em que ficaram presos.
Outros animais também são recondicionados a ganhar a liberdade, como um pequeno gambá que a equipe do TG acompanhou a soltura. A espécie costuma ser vítima de maus-tratos, além da perseguição por pura desinformação das pessoas sobre a espécie. Em média, o procesos para soltura leva 40 dias.
Aves começam treinamento no viveiro para serem reintroduzidos à mata
Márcio de Campos/ TG
Parcerias
Com vontade de fazer e atitude para avançar no trabalho, a ONG se esforça agora para que surjam parcerias para novas áreas de soltura. Seus integrantes também buscam a interação com outras instituições como universidades e centros de pesquisa para ajudar os animais a terem um futuro melhor. Ânimo e braços para isso não faltam.