Justiça nega pedido de liberdade de massoterapeuta suspeito de pedofilia em Garça

São Paulo

Suspeito atuava como voluntário em uma escolinha de futebol mantida por um projeto social. Segundo a polícia, ele oferecia massagens gratuitas e mantinha contato com os menores em redes sociais. Homem de 60 anos foi preso e encaminhado para a cadeia de Barra Bonita
Polícia Civil / Divulgação
A Justiça negou nesta quinta-feira (9) o pedido de liberdade provisória e manteve a prisão do massoterapeuta José Luiz de Oliveira, de 60 anos, que é suspeito de abuso contra meninos de um projeto social de Garça (SP). Ele permanece preso na cadeia de Barra Bonita.
A defesa do massoterapeuta havia entrado com um pedido de revogação da prisão temporária alegando que o prazo de 30 dias já tinha sido ultrapassado, que José Luiz é réu primário e que não existe a necessidade extrema de mantê-lo preso.
“Todas as testemunhas foram ouvidas, o material apreendido na casa dele já foi encaminhado para a perícia. Então qual é a necessidade extrema de ele ser mantido preso? Não existe”, afirma o advogado do suspeito, Hermes Luiz Santos Aoki.
Ainda de acordo com o advogado, a defesa já entrou com o pedido habeas corpus no Tribunal de Justiça em São Paulo.
Na decisão, o juiz Jamil Ros Sabbag destacou que o inquérito policial ainda está em andamento e que testemunhas devem ser ouvidas e, por isso, a necessidade de manter o suspeito preso, além do
Mensagens no celular
José Luiz atuava como voluntário na escolinha de futebol mantida pelo projeto social e foi preso no dia 25 de junho depois que a mãe de um dos meninos encontrou mensagens dele no celular do filho.
Segundo as investigações, o suspeito oferecia serviço de massagem de graça para os jovens e depois mantinha contato com eles pelas redes sociais.
As mensagens foram anexadas ao inquérito policial que investiga o caso. Em um dos trechos da conversa, o suspeito diz que ama o adolescente e pergunta ao garoto de 13 anos se ainda o quer como mulher. Já em outra conversa, ele diz que está com saudades.
Em uma das mensagens o massoterapeuta diz que ama o adolescente e pergunta se ele ainda o quer como mulher
TV TEM / Reprodução
Em outra mensagem, ele insiste e pergunta o que garoto precisa para ir à casa dele e chega a passar o número do cartão de crédito. Foi em uma dessas conversas que a mãe descobriu que o filho estava frequentando a casa do massoterapeuta.
O caso é investigado pela DDM que identificou inicialmente duas vítimas, mas já ouviu outras testemunhas e não descarta que haja mais vítimas. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Darlene Rocha Costa, outros três adolescentes ainda devem ser ouvidos. O inquérito deve ser concluído até o dia 21 de agosto.
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