Temporada de verão no Curiaú inicia com estrutura do balneário deteriorada

Brasil

Governo ficou de se pronunciar a respeito. Prefeitura diz que reforma é responsabilidade do estado. Sem consenso, banhistas apontam riscos de acidentes na estrutura danificada. Plataforma para banho está destruída
Rita Torrinha/G1
Um dos principais destinos do verão no Amapá, o balneário do Curiaú, na Zona Norte de Macapá, está com a estrutura física comprometida para receber a demanda de banhistas no período. É o que apontam empreendedores, moradores e usuários do local.
O governo do Estado ficou de se pronunciar sobre o assunto. Já a prefeitura, que está com programação do Macapá Verão marcada para acontecer no Curiaú aos domingos, nos dias 15, 22 e 29 de julho, diz que a competência pela manutenção do espaço é do Estado.
Helena Leite teme que banhistas se machuquem
Rita Torrinha/G1
Com quiosques danificados, telhados pela metade, trapiche com pedaços de madeira soltos e o deck com os degraus quebrados e pregos expostos, a dona de um restaurante que funciona na entrada do balneário, diz temer que os visitantes se machuquem gravemente.
“Tá caindo todo o espaço, a madeira tá toda podre. Há mais de seis anos que não tem uma reforma de verdade. Ano passado fizeram só uns reparos. Meu medo é que as pessoas se machuquem feio. Crianças e jovens querem correr e a gente tenta parar. Fora isso, o movimento está muito bom, mas é uma questão de segurança”, expressou Helena Leite, de 43 anos, que é moradora da vila do Curiaú.
Piso está com madeira quebrada ou solta
Rita Torrinha/G1
Em 2017, a estrutura do balneário da Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Curiaú recebeu pequenos reparos, emergenciais, feitos por uma empresa contratada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf). Os serviços foram orçados em R$ 75 mil.
Na quarta-feira (11), para aproveitar o banho com o filho, a professora Deiciane Ramos, de 34 anos, disse que ficou monitorando o menino a todo o tempo.
“É uma tristeza. O Curiaú é o balneário mais próximo da cidade que está com a água boa para banho, e está nessa condição. Eu tô bem embaixo de uma maloca que está destelhada, mas tenho que ficar aqui porque as outras estão ocupadas. A gente fica com medo, mas não tem outro lugar para se abrigar. Fico de olho no meu filho e ele só vai para a água comigo, tem muita madeira solta”, falou.
Professora Deiciane Ramos
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Para Jacqueline Santos, de 24 anos, também moradora da APA, cada ano é uma expectativa a chegada das férias e do verão em Macapá. Isso porque a procura ao local aumenta, toda a vila fica movimentada. Mas ela se diz decepcionada com a situação do balneário.
“Isso aqui é um recanto dentro da cidade que devia ser preservado o tempo todo. A gente pensou que este ano seria diferente, tínhamos esperança que a estrutura de madeira seria toda reformada, até para aquecer ainda mais a economia local, mas isso não aconteceu. Hoje [quarta-feira] já está cheio, imagina no domingo, esse deck vai arriar. Tá tudo podre”, finalizou a moradora.
Malocas estão com telhado danificado
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