Pequim pede a empresas americanas China que pressionem EUA sobre guerra comercial

Economia
País diz que não há negociações com os americanos em andamento para encerrar o impasse; EUA ameaçaram sobretaxar US$ 200 bilhões em produtos chineses.  5 fatos sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China
A China afirmou nesta quinta-feira (12) que as empresas que operam no país vão sofrer em uma guerra comercial, pedindo às companhias norte-americanas que pressionem seu governo para proteger seus interesses, afirmando que não há negociações em andamento para encerrar o impasse.
Nesta quinta-feira, a Coreia do Sul alertou que suas exportações de componentes de alta tecnologia podem ser afetadas com a intensificação da disputa comercial entre Estados Unidos e China, Pequim reduziu sua projeção de importação de soja e o iuan caiu devido às preocupações com as consequências do conflito.
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“Esperamos que as empresas dos EUA possam fazer mais para pressionar o governo dos EUA, e trabalhem duro para defender seus próprios interesses”, disse o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng.
Gao afirmou que não há negociações entre os dois lados atualmente, acrescentando que “a precondição para negociações é confiança. Pelo que sei, ambos os lados não estão em contato sobre retomar as negociações”.
Na quarta-feira, Pequim disse que vai responder depois que o governo norte-americano levantou o tom em sua disputa comercial, ameaçando com tarifas de 10% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, depois de um rodada de tarifas ter entrado em vigor na sexta-feira.
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