Mapeamento identifica animais e busca conservação de espécies em Araraquara

São Paulo

Equipe de biólogos e especialistas em meio ambiente já conseguiu registrar 384 espécies na cidade. Biólogos do Daae mapeiam locais onde são encontrados animais silvestres em Araraquara, SP
Uma equipe de biólogos e especialistas em meio ambiente de Araraquara (SP) faz um mapeamento para identificar animais que vivem na cidade. O objetivo é fazer um inventário da fauna para conhecer a biodiversidade e conservar as espécies.
A mata do Chibarro, que fica menos de 10 km dos primeiros bairros de Araraquara, é um dos pontos escolhidos para a pesquisa dis biólogos da unidade de gestão de fauna da prefeitura.
“Aqui a gente está fazendo o trabalho de monitoramento das espécies e ele é muito importante para se conhecer a fauna deste local”, disse a bióloga Paula Fernanda Fernandes.
A mata do Chibarro em Araraquara onde biólogos mapeiam espécies
Felipe Lazzarotto/EPTV
Espécies encontradas
A equipe já conseguiu registrar 384 espécies, incluindo as vistas na área urbana. São 274 aves, 59 mamíferos e 51 répteis e anfíbios. Desse total, 31 espécies são ameaçadas de extinção no Estado de São Paulo.
Com calma e paciência eles conseguiram ver, ouvir ou fotografar as espécies, entre elas a ave balança rabo de máscara e o chupa-dente, que vive emaranhado na mata.
“Esse [chupa dente] come insetos específicos e só vai ter em ambientes mais preservados, então quando eu encontro essa espécie eu consigo falar que a área tem qualidade ambiental”, afirmou o biólogo coordenador da unidade gestão de fauna, João Henrique Barbosa.
Chupa-dente é uma das raridades encontradas em Araraquara
Felipe Lazzarotto/EPTV
Raridades encontradas
A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, acompanhou a equipe atrás de um passarinho conhecido como rendeira, considerado raríssimo nessa região.
“A gente está trabalhando essa espécie como uma bandeira para a gente. Está mostrando que essa área é prioritária para conservação”, afirmou o fiscal ambiental Rodrigo Batigalhia.
Uma das técnicas para aumentar a chance do encontro é soltar o som do animal através de gravador. Depois de um tempo um macho e uma fêmea aparecem.
Ave rendeira aparece após som emitido por gravador em Araraquara
Felipe Lazzarotto/EPTV
Armadilha fotográfica
Catalogar os mamíferos é uma tarefa difícil porque eles são ariscos e quase nunca aparecem na frente das pessoas. Por isso, os pesquisadores contam com a ajuda de uma armadilha fotográfica que usa um sensor de movimento para registrar tudo o que passa pela frente.
Eles já flagraram um tatu galinha, uma cotia e um tamanduá bandeira, o mais comemorado de todos. “É ameaçado no estado do Paraná, quase extinta, e no Estado de São Paulo está em processo de ameaça”, disse Batigalhia.
Tamanduá bandeira flagrado por armadilha fotográfica em Araraquara
Reprodução/EPTV
As fotos foram tiradas em mais ou menos 15 pontos diferentes nas matas da cidade. Uma câmera fotografou uma onça parda em uma mata na região de Américo Brasiliense.
Preservação
São descobertas que trazem mais do que informação e carregam a esperança de que esses lugares serão mais protegidos da exploração por empresas, indústrias ou qualquer outro tipo de ocupação.
“Agora a obrigação é preservar. A gente tem que manter o pouco que a gente tem para que as gerações futuras possam desfrutar dessas belezas naturais que a gente ainda está conseguindo enxergar”, afirmou o fiscal ambiental.
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