Por conta própria, moradores de Poá criam alternativas para reduzir o lixo despejado nas ruas

São Paulo
Em Calmon Viana, ONG criou uma horta para ensinar as crianças a importância de se preservar o meio ambiente. Terrenos abandonados causam problemas a moradores de Poá
Em Poá, uma horta comunitária está ajudando as crianças a preservar a natureza. O problema não é exclusividade do bairro Calmon Viana. Na Vila Lúcia os próprios moradores se organizam para fazer a limpeza das ruas, que sofre com o descarte de entulho e lixo irregular, já que muitas pessoas ainda jogam os resíduos nas ruas e terrenos.
Todos os dias, a rotina de Alberto Bayerlein Pereira é limpar as sujeiras que as pessoas jogam em espaços públicos, na Vila Lúcia. Ele conta que até tenta conscientizar as pessoas, mas é difícil. “É como a mãe da gente que diz pra ir tomar banho, escovar os dentes e ir dormir. A gente melhora a nossa capacidade e, como professor, não posso deixar o meu bairro largado. Antigamente eu enchia 25 sacolinhas de supermercado de lixo. Hoje são cinco ou três. Diminuiu bastante.”
Além disso, outro problema é o descarte irregular de entulho. O morador disse que já chegou a procurar a Prefeitura e espera por uma solução. “Eu acredito que teria que ter um ponto de descarte”, completa.
Em Calmon Viana, na Rua Don Guaraciaba, são vários montes de entulho que seguem até o final da rua. São roupas, bolsa, travesseiro e, principalmente, restos de material de construção.
Ao lado fica a ONG Skate, que desenvolve uma hora comunitária. De acordo com Sandro Soares, o “Testinha” e responsável pela ONG, está foi a maneira encontrada para tentar evitar o descarte que é feito no espaço. “Do lado de dentro da área o problema está resolvido, está ficando bonito, verde e as crianças estão trabalhando. O problema insiste, infelizmente, do lado de fora.”
Sandro disse que também já pediu uma solução para a Prefeitura. “A Prefeitura até vem, recolhe o lixo, mas parte da população e carroceiros insistem em fazer o descarte irregular de lixo no local”, completa Sandro.
Quem mora no bairro conta que essa sujeira está presente há vários anos. “Toda noite eles jogam lixo aqui. Se falar é perigoso até morrer”, diz o morador Claudemir Lins Rocha.
Nicolas Miguel Viana, de nove anos, já entende a importância de cuidar do meio ambiente. “Se jogar lixo, a terra vai morrer e a gente não vai conseguir plantar nada. O lixo tem que ser jogado no lugar certo.”
De acordo com o morador da Vila Lúcia, a Secretaria de Serviços Urbanos foi até o local retirar o lixo e o entulho com máquinas. Todo o material foi recolhido foi colocado em um veículo para o destino correto.
A área está limpa, com a calçada livre.