Amapá tem apenas um município com baixa vacinação contra poliomielite

Brasil

Relatório do Ministério da Saúde apontou Mazagão com cobertura abaixo da metade, com 48,70%. Doença está erradicada no país, mas baixos índices de imunização resultaram em alerta. Vacina contra poliomielite tem dose oral
Divulgação/SMS
O Ministério da Saúde alertou nesta semana para a baixa cobertura vacinal contra poliomielite em 312 cidades de todo o Brasil, sendo 30 da Região Norte. No Amapá, apenas o município de Mazagão, a 32 quilômetros da capital, ficou abaixo da metade de imunizados, com 48,70%. Os dados são referentes a 2017 e a recomendação é que 95% das crianças recebam as doses.
A Secretaria de Saúde de Mazagão explicou que nos últimos anos a prefeitura tem encarado problemas no envio das informações de vacinados ao Governo Federal pela web, e que o indicador divulgado não reflete a realidade no município, que tem quatro salas.
“Estamos realizando as campanhas, fazendo vacinação todos os dias. Foram levados os nossos computadores para análise, porque enviamos os dados, mas eles não eram contabilizados. Mesmo assim temos esses números catalogados”, detalhou Jéssica Monteiro, secretária de saúde.
Não há casos de paralisia infantil no Brasil, ressalta o governo. O último registro do vírus selvagem foi feito 1989 em Souza, na Paraíba. A ação, no entanto, tem o objetivo de evitar um possível retorno da doença. Um caso foi registrado na Venezuela em junho e, nos últimos o anos, o vírus circulou em mais de 23 países.
A vacina é aplicada na infância em três doses injetáveis e mais uma dose oral. Nas cidades abaixo da meta de vacinação, o MS orienta os gestores a reorganizar o cronograma e os horários. A poliomelite não tem cura e tem consequencias levadas por toda a vida.
“A criança dorme saudável e no outro dia pode acordar com seus membros paralíticos e ela nunca mais pode andar. E não tem cura. O Ministério da Saúde define a política de vacinação, o calendário, as vacinas mais importantes, mas quem define são os municípios”, explicou Carla Rodrigues coordenadora do Programa Nacional de Imunização.
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