Sargento da PM é condenado a 14 anos de prisão por matar amigo da ex-esposa no AP

Brasil

Abraão Jardim Machado foi julgado nesta quarta-feira (13) por homicídio qualificado em 2016. Juiz também determinou perda do cargo público. Testemunhas são ouvidas pelo jurí nesta quarta-feira (13), em Macapá
Jorge Abreu/G1
O sargento da Polícia Militar (PM) do Amapá Abraão Jardim Machado foi condenado a 14 anos de prisão por homicídio qualificado pela morte do amigo da ex-esposa em 2016, em Macapá. O julgamento durou todo o dia e encerrou no fim da tarde desta quarta-feira (13), na 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital, sob a presidência do juiz Luiz Nazareno Borges Hausseler.
O advogado de defesa do PM, Ozeas Nunes, informou que vai recorrer da decisão.
Na decisão, foram considerados dois agravantes: impossibilidade de defesa e motivo inútil. O Judiciário também determinou que o PM sofra a perda do cargo público e pague R$ 13,5 mil aos familiares da vítima fatal.
O crime ocorreu no dia 27 de novembro de 2016, por volta das 23h, na Avenida José Augusto Façanha, bairro Novo Buritizal, e teria sido motivado por ciúmes. A ex-esposa e o amigo, o servidor público Gerson Martins, de 45 anos, estavam em um carro, saindo de um culto, quando foram abordados pelo sargento.
Na acusação, o Ministério Público apontou que Machado disparou contra a cabeça do servidor e que ele teria tentado matar também a ex-companheira, mas fugiu com a chegada de populares ao local. No julgamento desta quarta, o PM foi absolvido da acusação de ter tentado matar a ex-esposa.
Ele permaneceu foragido por dois dias após o crime, até que se entregou. Durante todo esse tempo, ele ficou preso no Centro de Custódia do Zerão, na Zona Sul, onde ficam presos políticos ou servidores públicos. A pena determinada nesta quarta-feira foi determinada para o regime fechado.
A defesa do policial trabalhou com a versão de que ele reagiu para se defender, alegando que o servidor “simulou que sacaria uma arma”.
Em março, o réu teve o pedido de soltura negado pela Justiça. Marcado inicialmente para maio, o júri precisou ser adiado devido ausência de defesa.