Oi anuncia condições para aumento de capital previsto em plano de recuperação

Economia

Emissão de novas ações da operadora está prevista em plano de recuperação; condições para realizar o processo foram dispensadas por credores. Logo da empresa de telecomunicações Oi em um shopping de São Paulo em outubro de 2013
Nacho Doce/Reuters/Arquivo
A operadora de telefonia Oi anunciou nesta terça-feira (12) que seus credores dispensaram as condições precedentes ao aumento de capital (emissão de novas ações) previsto dentro do seu plano de recuperação judicial. A aprovação foi dada em reunião realizada na véspera.
Dentre as condições dispensadas estavam a aprovação do plano de recuperação em 2ª instância no Brasil e no Reino Unido e Estados Unidos; Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) mínimo de R$ 5,750 bilhões; e a companhia não estar sob intervenção.
Em dezembro, os credores da Oi aprovaram a troca de dívida por ações para retirar a companhia da recuperação judicial, após uma confusa disputa de 18 meses entre detendores de bônus e acionistas.
A empresa também divulgou nesta terça as condições para exercício do direito de preferência por acionistas, detentores de ações ordinárias e ou preferenciais, em relação às ações ordinárias a serem emitidas no aumento de capital.
Os investidores que têm ações ordinárias (que dão direito a voto) e preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) da empresa poderão comprar novas ações emitidas na proporção das que já tiverem até o dia 14 de junho.
“A companhia foi informada que o depositário dos Programas de American Depositary Receipts da companhia não distribuirá direitos de preferência aos titulares de American Depositary Shares representativos de ações ordinárias e preferenciais de emissão da Oi”, disse a empresa em aviso ao acionistas.
Lucro contábil
A Oi teve lucro líquido de R$ 30,543 bilhões no primeiro trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 69 milhões em igual período do ano passado. De acordo com a empresa, o lucro contábil é resultado do registro da reestruturação de sua dívida aprovada no Plano de Recuperação Judicial.
A Oi encerrou o primeiro trimestre com uma dívida total de R$ 13,5 bilhões e posição de caixa de R$ 6,2 bilhões. A dívida líquida, que era de R$ 47,6 bilhões no fim de dezembro, recuou para R$ 7,3 bilhões no fim de março.
“Com isso, o patrimônio líquido volta a ser positivo, atingindo o patamar de R$ 28,9 bilhões”, informa a Oi.
No ano passado, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 6,6 bilhões.