Escola reforça segurança após caso de estupro de criança no Ceará

Brasil

Escola está tomando medidas para garantir a segurança dos alunos. Dois homens, funcionários da escola, foram presos suspeitos de cometer o crime. Criança de seis anos é estuprada quatro vezes dentro da escola em Itapajé, no Ceará.
Reprodução/TV Diário
Os dois suspeitos de estupro contra uma criança de seis anos em uma escola de Itapajé, no Norte do Ceará, presos na semana passada, devem ser ouvidos por uma juiz durante a audiência de custódia ainda nesta semana, de acordo com o delegado do município, André Firmino. Segundo ele, nenhuma outra denúncia foi apresentada por outros pais sobre outros casos de estupro na escola.
“Somente um caso de estupro do interior da escola está devidamente confirmado. Óbvio que depois que a investigação começa, novos elementos sempre surgem e nós não estamos descartando a possibilidade de haver novas vítimas”, afirma o delegado.
A escola onde o crime ocorreu está tomando medidas para garantir a segurança dos alunos. “Nós nunca havíamos recebido nenhuma queixa sobre isso em nossa escola. Já estamos ampliando [o número de câmeras de segurança dentro da] escola e ainda vamos contrar seguranças”, explica o padre Francisco Marques, diretor da escola.
Relato da mãe
Mãe relata caso de estupro do filho dentro de escola em Itapajé, no Ceará
Reprodução/TV Diário
Os dois suspeitos foram presos entre terça (5) e quarta-feira (6). O menino foi vítima dos suspeitos por quatro vezes. A descoberta do crime aconteceu em 29 de maio. Segundo a mãe da criança, que não será identificada, o menino chegou da escola reclamando de fortes dores, sem dizer o que tinha acontecido. Algumas horas depois, o menino disse “que o tio do colégio tinha feito uma coisa errada com ele”.
A mãe acionou o conselho tutelar, que colheu o depoimento da criança. Só então, a mãe descobriu que dois homens haviam cometido o crime. A própria criança reconheceu os agressores por meio de fotos. O garoto passou três dias internado fazendo diversos exames médicos e tomando medicamentos, inclusive para prevenir possíveis infecções sexualmente transmissíveis.
“Eu perguntava se ele tinha certeza que nada tinha acontecido, e ele sempre respondendo que não. Quando foi mais tarde, a minha outra filha já dormindo, eu disse para ele: ‘a sua mãe é sua amiga, a mamãe sempre vai te proteger, você pode confiar na mamãe’. Aí ele me abraçou nesse momento e começou a chorar. Eu disse que ele não precisava voltar pra escolar se fosse o caso, aí ele começou a me relatar o que aconteceu, que o tio do colégio tinha feito uma coisa errada com ele”, relata a mãe.